quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Concentração de saída para o Passeio da Liberdade acontece no Bahamas MIX

No próximo final de semana, entre os dias 28 e 30, acontece o 1º Passeio da Liberdade, em comemoração o Dia do Antigomobilismo Mineiro, – celebrado no dia 28 de outubro – na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais.

A concentração de saída, em Juiz de Fora, acontecerá no Bahamas MIX, às 8h do dia 28, acompanhada de um café da manhã para despertar e animar os participantes, oferecido pelo supermercado atacadista. O Bahamas Mix fica na Av. Deusdedit Salgado, número 4992, bairro Teixeiras/ trevo Salvaterra, a 100m da BR 040.

A cobertura completa do 1º Passeio da Liberdade poderá ser acompanhada no site da FBVA (www.fbva.org.br) e da ETC Comunicação (www.etccomunicacao.com), além das redes sociais.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Rolls Royce Corniche 1968 é eleito o melhor veículo no 18º Encontro do Automóvel Antigo de Juiz de Fora

Na manhã do último domingo (31), 37 veículos foram premiados como os que mais se destacaram no 18º Encontro do Automóvel Antigo de Juiz de Fora. Dentre eles, o Rolls Royce Corniche 1968, de Manoel Castanon, de Belo Horizonte - que foi considerado o melhor veículo do evento - o Uirapuru 1966, do carioca José Manoel Paiva, considerado o melhor veículo nacional, e o Fusca Conversível 1993, uma homenagem do Clube do Automóvel Antigo de Juiz de Fora, ao ex-presidente Itamar Franco.


O carro de Itamar Franco foi guiado na “passarela da premiação” pelo presidente do Clube do Automóvel Antigo de Juiz de Fora, José Maria Ferreira. “Quero agradecer à família do Itamar por ter nos emprestado o carro para abrilhantar o evento. O Itamar sempre prestigiava os nossos encontros. A sua morte foi uma grande perda, mas vamos sempre preservar a memória”, disse José Maria.


José Maria Ferreira, Henrique Thielmann (presidente da FBVA), Eugênio Camargo Leite (Diretor Regional São Paulo/Litoral da FBVA) e Apollo Cesar Junqueira Lacerda (assessor comercial da Petrobras) participaram da solenidade de premiação, além de Marcelo Berek, mestre de cerimônia que apresentou cada veículo premiado.


Berek descreveu as características de cada carro e contou muitas curiosidades. O público presente pode conhecer melhor um pouco dos carros, e não só admirá-los, o que deixou os olhares ainda mais atentos e admirados.


José Cândido Muricy Neto, do Rio de Janeiro, a bordo do seu Cadilac 1938 foi um dos destaques na categoria importados, não só pelo carro, mas pelo “acidente” do final de semana. Muricy caiu numa valeta no raid realizado na sexta. “Realmente o carro é uma fortaleza. São confiáveis e duráveis”, diz. Muricy já rodou o mundo com seu Cadilac e faz questão de cuidar de cada detalhe da restauração. Segundo Berek, ninguém coloca a mão no carro do Muricy.


Berek destacou o Simca Rally 1963, de Marcelo Viana, de Belo Horizonte, como o mais bonito e representativo da indústria brasileira. O carro foi um dos destaques premiados na categoria nacional. “Fiquei encantando quando o vi chegando ao evento na sexta”, diz Berek.


Por falar em destaque nacional, o Uirapuru 1966 foi a grande atração do 18º Encontro do Automóvel Antigo. Se não bastasse o carro 100% original que encantou os que entendiam e os que não entendiam de automóvel antigo, José Paiva possui também a versão baby, que ele também teve o cuidado de restaurar para ficar igual ao Uirapuru “pai”. Na hora da premiação, o proprietário fez uma graça: os olhos das crianças brilharam e os adultos se admiraram e riram com a esposa do Paiva dirigindo o baby e ele logo atrás com o Uirapuru.


O veículo mais esperado da premiação era o “The Best”. Para dar mais suspense ao público, e para deixar os antigomobilistas ansiosos, o veículo foi o último a entrar na “passarela” da premiação. De acordo com Berek, o carro é maravilhoso: “Elegância, luxo e conforto. Como britânico, é um carro bem conservador”.


O proprietário do Rolls Royce ficou surpreso com o prêmio: “Foi uma surpresa e um orgulho muito grande receber esse prêmio com um veículo que tenho há quase quatro anos. Nunca esperamos ser premiados como melhor do evento. Foi preciso uma equipe para restaurar o carro e sempre escolhemos aquele que acreditamos que é o certo para o encontro. Dessa vez acertei e acabei sendo premiado como o melhor carro”.


Sobre o Rolls Royce Corniche 1968


Berek destaca que o Rolls Royce Corniche é um carro muito significativo e que são muito raros e difíceis de encontrar no mundo. “Conforto, luxo e requinte no mesmo automóvel”, ressalta. Berek diz que existe um mito em torno da Rolls Royce que não se divulga a real potência do automóvel. O carro tem câmbio automático, motor muito grande, seis mil cilindradas aproximadamente: “É uma peça. Não existe muita informação técnica sobre o Rolls Royce, mas é o melhor com certeza”.


De acordo com Henrique Thielmann, a forração de couro do Rolls Royce é produzida exclusivamente para o carro. Com isso, para restaurar aquele couro, tem que importar da Rolls Royce para fazer o banco. “Esse carro é sensacional, maravilhoso. Engrandeceu o evento, não só ele, como os Porsches, Ferraris e Corvettes que passaram por aqui”, finaliza Henrique.


Organização faz balanço do Encontro de 2011


A 18ª edição do Encontro do Automóvel Antigo de Juiz de Fora teve cerca de 250 veículos inscritos, 500 participantes e público de 20 mil pessoas, nos três dias de evento. O encontro é bianual e sua próxima edição será em julho de 2013. Em 2012 acontece na cidade uma etapa do Campeonato Brasileiro de Regularidade para Veículos Históricos, organizado pela Federação Brasileira de Veículos Antigos.


“O encontro foi um evento de qualidade. Tivemos próximos de 250 carros realmente representativos e tenho certeza que foi um sucesso”, afirma José Maria Ferreira, presidente do Clube do Automóvel Antigo de Juiz de Fora.


O presidente da FBVA, Henrique Thielmann, destaca que, apesar de todas as dificuldades para trazer carro e conseguir patrocínio, valeu a pena: “Conseguimos chegar naquilo que projetamos para o encontro. O evento foi bom para todo mundo. Só temos a agradecer a todos que trouxeram seus carros e curtiram com a gente esses dias de muita festa, muito sol e alegria”. Henrique agradeceu também toda a equipe que trabalhou no evento: “Temos que agradecer a toda a equipe que trabalhou conosco”.


Clique aqui e confira a lista completa dos carros premiados.


Clique aqui e confira a cobertura completa do 18º Encontro do Automóvel Antigo de Juiz de Fora.

domingo, 31 de julho de 2011

Astros do cinema no 18º Encontro do Automóvel Antigo de Juiz de Fora

Por Paulo César da Silva

Estudante do 6º período de jornalismo do CES JF


Se você é cinéfilo e foi visitar o 18º Encontro do Automóvel Antigo de Juiz de Fora pode ver de perto alguns modelos que fizeram sucesso e ficaram imortalizados na história do cinema. Mesmos que não estejam caracterizados do mesmo modo como foram conhecidos nas telonas, eles chamam a atenção pelo charme e imponência. Estão aí então os “astros do cinema” presentes no evento.


1- Ford Mustang 1967; do filme 60 Segundos.

Aqui caracterizado quase do mesmo estilo que

chamou a atenção como a Eleanor do longa, é um dos grandes clássicos da Ford e foi por muito tempo sonho de consumo de amantes de automóveis pelo mundo. No filme, é o mais precioso carro de um

famoso ladrão de carros (Nicolas Cage), que tem apenas 24 horas para roubar 60 raridades. Boa pedida para quem gosta de ver filmes e apreciar carros.

2-



Volkswagen Fusca 1967; do filme Se Meu Fusca Falasse.

Apesar de não ostentar as cores e nem o inconfundível número 53, a sua proteção de farol, semelhante a um cílio humano, refrescam nossa memória. O mais famoso carro do mundo ganhou as telonas em 1968 numa deliciosa comédia. Depois

de herdar o carro de um tio, um jovem decide disputar corridas com ele. Mal sabia que Herbie não era um Fusca qualquer, e com astúcia e determinação ajuda o seu dono a ser campeão do campeonato. Uma fábula emocionante e divertidíssima.




3- Dodge Darth 1969; do filme Os Gatões.

Mesmo não estando “gambazado” como o General Lee do filme, o modelo é inconfundível. Carregando um charme todo especial, o Dodge talvez seja o carro que mais simboliza a vitalidade dos caucasianos. O filme conta a saga de dois amigos na busca de aventuras, bebidas e mulheres, ou seja, um convite a sentar-se no sofá e se divertir, acompanhado de uma boa cerveja e petiscos de amendoim.





4- Camaro 1966; do filme Transformers.

Não é amarelo com listras negras centrais, característico do modelo, porém não tem como não imaginá-lo se transformando em um robô gigante. Um dos mais famosos carros da Chevrolet, o Camaro foi ao lado do Chevelle, também da empresa americana, e o Mustang da Ford, o esportivo mais amado nos EUA nas décadas de 60 e 70. O filme é um espetáculo audiovisual que já teve duas continuações, sendo que o último ainda está em cartaz nos cinemas. Imperdível.

Noite de homenagens é marcada pela emoção

Na noite deste sábado (30) aconteceu o jantar de homenagens do 18º Encontro do Automóvel Antigo de Juiz de Fora. Além das homenagens que os clubes de fora e a Federação Brasileira de Veículos Antigos fizeram ao Clube do Automóvel Antigo de Juiz de Fora, o grande homenageado da noite foi Marcelo Berek, que recebeu o Troféu Grande Amigo.


Berek foi surpreendido: “Faço isso com muito amor. Essa homenagem me deixou surpreso, estou sem palavras. A todos vocês meu muito obrigado. Eu vivo o automóvel antigo 24 horas por dia. É a minha paixão”, se emociona.


O presidente do Clube do Automóvel Antigo de Juiz de Fora, José Maria Ferreira, justificou a homenagem: “O Berek é uma figura que nos acompanha há anos e tem grande dedicação pelo movimento. Já era nossa intenção há muito tempo homenageá-lo. Foi uma das grandes e justas homenagens que fizemos”.


O presidente da Federação Brasileira de Veículos Antigos, Henrique Thielmann, também enfatizou a dedicação do “Grande Amigo”: “O que precisar dele, podemos contar. Berek está sempre disponível. É isso que o meio precisa. Mais do que justa e merecedora a homenagem. A Teresa já recebeu esse troféu. Nada melhor do que completar o casal”.


O Veteran Car Club do Rio de Janeiro, a FBVA, o Veteran Car Club de Vitória, o Volks Clube de Teresópolis, o Rio Minas Clube Veículos Antigos, o Puma Clube do Espírito Santo, o Auto Relíquias Clube e a ASVA de São João Del Rei prestaram homenagens ao Clube do Automóvel Antigo de Juiz de Fora. Emocionado, José Maria agradeceu a todos.


Alguns parceiros também foram homenageados: Prefeitura Municipal de Juiz de Fora, representada pelo secretário de planejamento e desenvolvimento econômico, André Zuchi, Petrobras, representada pelo assessor comercial, Apolo Cesar Junqueira Lacerda e o Melpoejo Cultural, representada pelo funcionário, Carlos Mageste.


Ao final das homenagens, Henrique Thielmann e José Maria Ferreira convidaram o presidente do Veteran Car Club de Belo Horizonte, Otávio Carvalho a se dirigir ao palco. José Maria e Henrique enfatizaram que o Veteran de BH é de grande importância para o antigomobilismo. “Participar de um evento como esse, com esse brilhantismo é uma obrigação. Cada ano ficamos mais satisfeitos em vir aqui”, destaca Otávio.


Após as homenagens, a pista de dança foi embalada pelo DJ Brandão de Belo Horizonte, que tocou ritmo de todas as décadas.


Neste domingo, às 10h30 acontece a premiação dos veículos antigos que mais se destacaram no evento. O 18º Encontro do Automóvel Antigo de Juiz de Fora será encerrado ao meio dia.


Informações: www.automovelantigojf.blogspot.com ou (32) 3233-1229.

Mercado de pulgas: carros antigos em peças

Luiza de Aquino

Estudante do 3º período de jornalismo da UFJF


Além da exposição de carros antigos, o visitante do 18º Encontro do Automóvel Antigo também pode apreciar o mercado de pulgas. Nele se encontram inúmeras peças para carros antigos, acessórios e miniaturas, além de muita gente que entende tudo de automóveis e tem paixão por eles.


Dedson Lahocca é um dos expositores e tenta participar de todos os eventos de carros antigos que acontecem no Rio de Janeiro, sua cidade, e também em São Paulo e em Minas Gerais. Ele está tão acostumado aos eventos, que diz conhecer a “cambada toda” de vendedores e colecionadores. É dono da empresa Garagem Oito, que vende peças de carros antigos, e também tem uma metalúrgica que fabrica parte dessas peças – o resto ele mesmo caça e compra. Lahocca, como prefere ser chamado, está no ramo há mais de 11 anos e se dedica a isso, acredite se quiser, por 18 horas ao dia: “Às vezes nem dá para dormir”. Ele tem 17 carros, mas não se considera um colecionador. Louco por carros, uma vez já entrou em um pântano para ver um Camaro 68 que estava entalado na lama há mais de 20 anos.


A peça mais velha que Lahocca já conseguiu foi um carburador de um Ford 29. Para esta exposição, a mais velha que trouxe foi uma grade dianteira de um DKW64. A peça mais difícil que conseguiu, um reparo da buzina de um SC2, que tem sido procurada por ele há oito anos, foi achada hoje, no 18º Encontro do Automóvel Antigo de Juiz de Fora. Mas uma que ele quer muito e ainda não conseguiu são as raras molduras do pisca dianteiro do Opala 72, 73 e 74. E a que já tem, mas não quer vender, é o volante de madeira Dodge Dart, modelo Charger, de um carro esportivo que só saiu em 1971. Vale R$ 3 mil. As peças que Lahocca mais vende são emblemas.


Já Iran Costa, de Juiz de Fora, coleciona peças mais por hobby, e as expõe apenas quando tem evento na cidade e região. Muito fã de carros, sempre ia às exposições. Começou a colecionar, depois a trocar e então a vender. Não compra nada em muita quantidade nesses eventos, mas sempre dá uma “garimpada”. Faz isso há oito anos. Iran já pegou dois Fuscas desconjuntados, um 62 e outro 65, e foi montando os dois com peças antigas que foi encontrando. A peça mais valiosa que tem é um volante branco de Dodge Dart, de Fusca e de Opala. Para o 18º Encontro do Automóvel Antigo ele trouxe volantes do Aero Willys e de uma caminhonete C10, que considera raros. A peça mais difícil que já conseguiu foi uma chave de seta antimônio de Fusca e a que ainda não conseguiu é um retrovisor de um Ford 27. Já o que tem e não vende para ninguém são um pára-brisa e um volante de um Fusca 62.


A exposição no mercado de pulgas termina neste domingo ao meio-dia. Este ano o evento conta com a participação de mais de 30 expositores.

sábado, 30 de julho de 2011

Encontro de automóveis antigos em Juiz de Fora reúne raridades militares

Nathália Alves

Estudante do 8º período de jornalismo da Universo


O 18º Encontro do Automóvel Antigo realizado no Expominas em Juiz de Fora reúne raridades de todo o mundo. Antigomobilistas expõem seus veículos de uma maneira única: como uma pedra preciosa delicadamente lapidada. Durante o evento, pessoas de todas as partes do país comparecem à cidade para prestigiar o evento. Mas não são apenas os carros de passeio antigos que chamam a atenção. Em um dos locais da Expominas está um grupo de apreciadores dos automóveis militares antigos.


Veículos que estiverem em momentos importantes para a história mundial: Guerra da Coréia, do Vietnã e a Segunda Guerra Mundial. Cerca de 15 caminhões e jipes e uma moto estão expostos para o público. Alguns deles ainda carregam objetos utilizados pelos soldados da época: capacetes, reservatórios de água, roupas e também armas como metralhadora, que estão totalmente preservadas.


Mas como manter a manutenção de um veículo como esses? Peças que em sua maioria não são mais fabricadas. Algumas delas é possível encontrar aqui mesmo no Brasil, mas a maior parte vem dos Estados Unidos. “Tudo o que precisamos para manter um carro militar como esse, encontramos pelos sites americanos a preços bem baratos”, explica o advogado Rubens Corrêa. “Esses carros não ficam apenas expostos. Durante o desfile de 7 de Setembro eles participam levando os veteranos da Segunda Guerra. Todos esses veículos foram do exército brasileiro e por isso participam de solenidades como essa”, diz.


Essa não é a primeira vez que esse grupo participa do encontro. Segundo eles, nos últimos dez anos eles marcam presença em Juiz de Fora. “É muito bom estar neste evento. Nós vivemos a história da Segunda Guerra e todos os nossos veículos são preservados daquela época. Eu tenho em casa um galpão que representa toda essa história. Meu jipe tem uma metralhadora antiaérea refrigerada à água, cada veículo tem a sua característica própria”, conta o comerciante Fernando Moreli.


Se para os expositores participar do evento que reúne raridades militares é um dos momentos mais esperados do ano, para o público a sensação não é diferente. “É como se estivéssemos vivendo a história das guerras. Gosto bastante de coisas antigas, mas também vemos novidades. Tem uma moto que nunca tinha visto nada igual. É linda e a gente só vê isso nos videogames. Ter a oportunidade de contemplar isso pessoalmente é sensacional”, enfatiza o representante comercial Paulo Moreira de Azevedo. “Sou de Rio Novo e é a primeira vez que exponho um veículo e está sendo uma experiência incrível. Não só por estar expondo algo, mas também por essa interação social. É para nós um dos eventos mais esperados do ano. Tem que estar presente no calendário e ter todo ano”, diz o empresário Rogério Miranda Lanzoni.


Os participantes são, na maioria, do estado do Rio de Janeiro. O Imperial Jipe Clube, o primeiro da América Latina a ser filiado aos Estados Unidos em veículos militares, e o Clube de Viaturas Militares Antigas do Rio de Janeiro representam a classe dos veículos militares brasileiros. Todos afirmam que estão adorando o evento e que já estão se programando para o próximo. O 18º Encontro do Automóvel Antigo de Juiz de Fora acontece até este domingo (31) ao meio-dia no Expominas.

18º Encontro do Automóvel Antigo proporciona a venda de verdadeiras raridades

Gabrielle Manganeli

Estudante do 6º período de jornalismo do CES JF


Apaixonar-se por carros antigos é tarefa fácil, principalmente num encontro que reúne os mais belos automóveis do país, como na 18ª edição do Encontro do Automóvel Antigo de Juiz de Fora. Geralmente, quem tem veículos assim os trata com o mesmo carinho que tem com membros da família.


Mas nem todos os automóveis estão ali para serem somente apreciados. Encontros como este reúnem também pessoas que os vendem. O comerciante Marcelo Berek, que trabalha com venda de peças e de veículos clássicos, está no evento com três carros à venda: um Mercedes 1980, um Corvette 1980 e um Opala 1987. Segundo ele, é difícil falar sobre valores ao se referir a carros antigos. “Como comprar esse tipo de veículo envolve prazer e paixão, é complicado mensurar quanto valem. Mas, de um modo geral, podem variar de R$ 5 mil a R$ 200 mil reais, talvez até mais, mas o valor sentimental é o que realmente importa nessas negociações”, destaca Berek. Em sua coleção de automóveis, tem um Mercedes 86, um Porshe 83 e um Camaro 87: “Esses nunca serão vendidos”, diz.


Existem também pessoas que não são tão apaixonadas. O aposentado Milton de Mattos está vendendo uma Brasília 74, que já foi de seu tio e agora é de sua mãe. “Como ela não dirige mais, decidimos vender o carro. Acho bonito automóvel antigo, mas não tenho desejo de colecionar”, conta Milton.


Para outros, vender carros de sua coleção é inimaginável. “Não venderia nenhuma das minhas motos”, diz Gilson Pires, que possui seis motos raras da década de 70. Todos os seus exemplares carregam história, como uma Honda 74 que ganhou de seu amigo: “Foi nela que aprendi a andar de moto”. Uma outra Honda 74 também tem história pra contar: foi encontrada em um galinheiro com um ninho de ratos em sua caixa de bateria, mas agora, depois da restauração, voltou a ser tão bonita quanto em 1974.


Paixão é realmente a palavra que mais caracteriza a relação dos antigomobilistas com motos e carros antigos. Seja a paixão em buscar um novo para comprar ou a que nunca te permitirá vender algum de sua coleção.